terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ontem


05/12/12, A gente brigou... ela chegou 1 hora e meia depois do combinado e isso me deixou irritado. Brigamos por algumas horas e eu disse coisas pesadas, não sei se eram verdadeiras ou não. Ela pediu pra eu abraçá-la depois, e eu abracei. Acordamos no dia seguinte e tivemos bons momentos juntos, não sei como essas coisas acontecem, parecia que nem haviamos brigado. Levei ela em casa de carro e no caminho conversamos bastante. Nesses momentos a presença dela é algo agradável, o dia estava bonito, tinha sol, bastante sol. Mas eu não sei, meio que sinto que ela disse o que eu queria ouvir, sempre desconfio da sinceridade dos outros. Vou dormir com essa dúvida hoje, dia 7/12/12 00:13.


Domingo a noite, dia 1/12/12 foi legal. Perdemos algumas horas vendo trailers de filmes e rindo. É foda, eu não ando entendendo direito o que tem acontecido, bons momentos seguidos de maus momentos. A gente briga muito porque ela mudou, do nada ela quer tanta liberdade. Não estou lidando bem com a situação, nem quero também. Enfim, não sei se tenho prestado mais atenção nesses bons momentos pelo fato de sentir que tenho que aproveitar cada momento junto com ela, coisa que eu não me preocupava antes. O fato é que isso tem feito eu pensar em muitas coisas. Não sei se são boas.

Mas, realmente, a presença dela tem se tornado mais agradável. Porque será? O que são esses momentos ? Uma maneira de limpar a consciência dela, ou isso é realmente amor? Será amor, por agradecimento de eu dar a liberdade que ela precisa, ou por sinceridade? E se for, de qualquer uma dessas duas maneiras, não é amor do mesmo jeito? Ela só quer sair e se divertir e depois voltar. Mas, ela volta porque é cômodo, ou porque é amor?

Seja como for, não sei o que fazer. Aceitar ou recusar e procurar outra coisa. Qualquer outra coisa vai ser mais do mesmo.

São bons momentos, não tenho muito do que reclamar. O que me estressa é eu não ter mais o controle da situação. Ela voltava quando eu pedia antes, agora, só quando quer. Eu não sei quem é o errado nessa história, nem se tem errado.

Tenho a necessidade de controlar todos ao meu redor.

sábado, 25 de agosto de 2012

Coelho Grande



Ele tinha um certo problema com um coelho grande, gordo e maldito que vivia em seu jardim. Grandes olhos de cor arco-íris, 1.90m de altura, e bem grande, um grande imbecil pra falar a verdade. Sempre que passava pelo jardim de manhã para ir trabalhar se deparava com aquela criatura desgraçada que vivia fazendo coisas para irritá-lo. Saía tropeçando em algumas cenouras, chutando o barro que era tirado de seu jardim; que toda manhã insistia em ficar no seu caminho.

As coisas não iam bem na vida dele, pra falar a verdade. Contas, impostos, idade, falta de dinheiro. O verdadeiro kit da vida fodida. Trinta anos e uma casa velha.

- Cara, qual o seu problema?! - Explodiu ele com o coelho.
- Que que foi, velho? - Respondeu o coelho surpreso.
- Você vive fazendo essa maldita zona no meu quintal já faz quase 5 anos. Porque você não vai se foder seu gordo maldito? - Disse ele.
- Que que é, vai encarar ?! - Respondeu o coelho se erguendo e levantando as orelhas, disparando um olhar furioso.

O rapaz se sentiu intimidado e correu para o trabalho.

A rotina entre sua casa e o trabalho durava exatamente 35 minutos de distancia; o qual ele fazia sem pensar em nada naquele momento. Segurava uma maçã com sua mão esquerda, e ia desviando das pessoas enquanto andava.

No trabalho tinha poucos amigos, eles o achavam estranho e magro de aparência esquelética, olhos fundos, 1,70m de altura, cabelo curto e penteado para os lados. Falava pouco, era tímido, e também não tinha muito assunto.


Antony, o coelho imbecil, também tinha seus problemas. Cenouras não dão em qualquer jardim; seus amigos, outros coelhos tão estúpidos quanto ele também tinham os mesmos problemas. Saiam de madrugada e bebiam feito gambás. O bar do Zé se agitava nas madrugadas de sexta para sábado. Os grandes imbecis discutiam suas teorias sobre como as cenouras eram feitas. Elas tinham essas fixações: eles colecionavam cenouras...

- Elas são moídas, isso eu sei.
- Se são moídas, como elas são antes de serem moídas?
- Bom, isso eu não sei. Essa história foi um tio meu que me contou.
- Seu tio só fala merda.
- Cara, isso é carne moída. Só falam bosta.
- Falou o Sr. banheira com suco de espinafre, não é você quem diz que espinafre rejuvenesce?
- Quem é pior? O esquilo que acredita que voa, ou a galinha que não sabe que voa? Que otários...
- Eu não gosto de esquilos.
- Por que?
- Uma vez fui mordido por um.

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Durante o caminho para o trabalho ele ia sendo seguido por Antony, sem perceber. Aliás, era o que Antony imaginava quando se escondia atrás de um poste. Ele ficou assustado ao perceber tal situação, e andava cada vez mais depressa. Ao sentar em sua mesa, percebeu Antony ao seu lado, ninguém do trabalho estava entendendo a ridícula situação.

- O chefe tá te chamando na sala, disse que não pode vir pro trabalho com animais de estimação. Disse Marcos.
- Que animal de estimacão, porra? - Perguntou perplexo. - Caralho... o que você tá fazendo aqui?!
- Acabaram as cenouras do quintal. - Respondeu Antony.
- E eu com isso, porra? - Perguntou irritado.
- Bom, não quero estragar o papo de vocês mas o chefe tá chamando. - Disse Marcos.
- Peraí, Marcos. Esse coelho vive no meu jardim. Eu não sei quem ele é, veio me seguindo até aqui.
- Vive no seu jardim e você não faz nada? Enfim, vá lá que eu acho que você vai tomar advertência.